Satisfação com o home office é de 70% entre executivos e gestores

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satisfação com o home office é de 70%
Autor: Alexandre Bertolazi Categoria: Arquivos Migração para a Nuvem, Escritório em Nuvem, Home Office Comentários: 0

Satisfação com o home office é de 70% entre executivos e gestores

A pandemia de covid-19 acelerou muito o processo de adoção do trabalho remoto e home office por parte das empresas. E embora nem sempre a estrutura de trabalho em casa seja a ideal, os níveis de satisfação com a nova rotina têm sido bastante altos entre os trabalhadores de nível executivo, técnico e de gestão. É o que aponta esta pesquisa conduzida pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP): a satisfação com o home office é de 70% entre trabalhadores de nível executivo, técnico e de gestão.

Cenários pré e pós pandemia

Embora seja citado já há algum tempo como tendência, o teletrabalho – ou home office – nunca esteve perto de ser uma prática comum antes da pandemia. E não apenas no Brasil: segundo relatório da Eurofund em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no início de 2020 apenas 3% dos assalariados do mundo todo trabalhavam de casa.

Portanto, a adoção rápida e obrigatória de um modelo e sistema de trabalho completamente novos trouxeram consigo uma série de perguntas.

  • Os profissionais trabalhando de casa, sem convívio em ambiente organizacional, conseguem manter-se comprometidos com o trabalho?
  • Trabalhar de casa é benéfico ou é apenas uma precarização das condições laborais?
  • A falta de supervisão presencial impacta negativamente nos níveis individuais de produtividade?

Passados três meses de trabalho remoto compulsório, esta pesquisa conduzida pelo Prof. Dr. André Luiz Fischer conseguiu uma fotografia da percepção dos profissionais em relação a esta nova realidade. Afinal, sete em cada dez profissionais de nível executivo, técnico e de gestão estão trabalhando em regime de home office.

A pesquisa

Realizada entre 27 de maio e 3 de junho de 2020, a pesquisa buscou medir os níveis de satisfação com o home office entre os trabalhadores após três meses de isolamento compulsório. Foram entrevistadas 1295 pessoas, com predominância de profissionais de alta qualificação e renda elevada. E além de apontar o dado que dá título à matéria, a pesquisa traz ainda uma série de outros dados relevantes e correlações interessantes que respondem às perguntas apresentadas acima.

Perfil dos entrevistados

De acordo com os responsáveis pelo estudo, o perfil dos respondentes é de um público maduro, com idade média de 40 anos, alta qualificação e 8 anos em média na organização atual. Ocupam posições de chefia e recebem em média um salário de R$ 9.414.

As áreas de atuação são variadas. A fim de montar um panorama fidedigno, foram entrevistados profissionais dos setores de Recursos Humanos, Produção e Operações, Administração e Financeiro, Presidência e Jurídico, Marketing e Comunicação, Comercial e Vendas, Tecnologia da Informação e Serviço Público.

Dentre estes profissionais que estão trabalhando predominantemente em home office (mais de 4 dias por semana):

  • 55% não trabalhavam em home office antes da pandemia;
  • 33% trabalhavam esporadicamente em home office;
  • 8% trabalhavam predominantemente em home office (4 dias ou mais por semana).

Comprometimento e Produtividade em Home Office

Sempre houve dúvidas no meio corporativo sobre o impacto da ausência da convivência organizacional no desempenho e comprometimento dos colaboradores. Porém, o período de home office obrigatório vem derrubando o mito da perda de produtividade do trabalho remoto.

Para 71% dos entrevistados, o desempenho e produtividade em casa estão iguais ou superiores aos do escritório. E além disso a grande maioria (94%) diz estar plenamente comprometida com a empresa em que trabalha apesar da distância física.

Esta percepção positiva leva a um quase consenso: o home office veio pra ficar, independentemente de covid ou quarentenas.

Percepção sobre as condições de trabalho

O trabalho em casa vem sendo visto de uma forma positiva pelos entrevistados: 86% sentem-se capacitados para trabalhar em regime de home office. O trabalho em ambiente doméstico é visto como saudável e seguro, além de compatível com a convivência familiar. Há também a percepção de que as rotinas da empresa permaneceram organizadas e eficientes atuando em home office, e que a comunicação entre os setores é boa.

Como contraponto, um entre cada três profissionais afirma não contar com todo o equipamento e material necessários para executar bem o trabalho em casa.

Desafios no gerenciamento do tempo

Dentre os profissionais atuando em home office entrevistados, 12% relatam trabalhar mais de 10 horas diárias. E 35% apontam que o volume de trabalho impede que a jornada seja encerrada dentro de um horário satisfatório. Mas ainda assim o saldo é positivo: o tempo economizado em deslocamentos é utilizado para atividades pessoais e afazeres da casa. Desta forma, a percepção geral é de que é possível conciliar o trabalho em casa com as atividades domésticas.

Percepção de relação com a chefia

A maioria dos profissionais entrevistados têm uma percepção positiva da relação com a chefia ao trabalhar em home office. 67% sentem que a atuação da chefia facilita o desempenho durante o trabalho remoto, e 65% sentem-se satisfeitos com a atuação dos chefes. Porém, a ausência dos feedbacks constantes que a relação presencial possibilita se faz notar na pesquisa: somente 44% relatam receber avaliações de desempenho por parte da chefia.

Desta forma, fica evidenciado que a comunicação entre líderes, gestores e chefes com suas equipes atuando em home office precisa de aprimoramentos. A ausência de avaliações constantes por parte da chefia pode fazer com que os colaboradores sintam-se “abandonados”. Por outro lado, o excesso de cobranças e avaliações excessivas pode levar a um ambiente opressivo e desencorajador.

Satisfação com o home office

O home office é percebido por 64% dos entrevistados como a modalidade de trabalho que traz mais satisfação. 75% dizem gostar da forma como realizam o trabalho para a empresa hoje, e 70% afirmam que gostariam de continuar trabalhando em regime de home office quando tudo voltar ao normal.

Há, ainda, a percepção de que o trabalho em home office é reconhecido e valorizado pelas empresas, e que esta modalidade de trabalho torna a vida melhor. Além disso, 71% consideram seu desempenho profissional positivo atuando trabalhando remotamente, com níveis de precisão, qualidade e produtividade iguais ou superiores aos do escritório.

Outros insights relevantes apresentados pela pesquisa

Tempo de deslocamento é fundamental na percepção

A maioria dos entrevistados não trabalhava em home office em nenhum dia da semana antes da pandemia. O tempo de deslocamento no trajeto casa-trabalho calculado foi de, em média, 61,52 minutos. Logo:

  • Profissionais que informaram um tempo médio de deslocamento casa-trabalho inferior a 30 minutos estão menos satisfeitos e relatam que houve prejuízo ao seu desempenho profissional.
  • Já os profissionais que informaram um tempo médio de deslocamento casa-trabalho de 1 hora ou mais estão mais satisfeitos e relatam que houve ganhos ao seu desempenho profissional.

Jovens sentem-se menos preparados para o home office

A pesquisa aponta que entrevistados mais jovens relataram maiores dificuldades na adaptação ao home office. Estes profissionais sentem-se menos preparados e encontram mais dificuldades na gestão do tempo, fatores que podem influenciar negativamente na sua produtividade.

Por isso, desenvolver um plano de acompanhamento para os profissionais mais jovens para ajudá-los nesta adaptação pode ser uma prática valiosa.

A Revolução do Escritório em Nuvem

A conclusão a que podemos chegar é que o trabalho remoto passou de tendência à realidade. Diversas modalidades de trabalho que eram impossíveis de serem realizados à distância há seis meses atrás tornaram-se viáveis num piscar de olhos. Alguns fatores decisivos de mudança aconteceram nos últimos meses, transformando o que antes era impensável em prática diária.

Primeiro, as empresas se viram obrigadas a investir em migração para a nuvem para tornar a operação da empresa exequível por equipes à distância, com segurança e disponibilidade garantidas. Assim, o Escritório em Nuvem popularizou-se em velocidade equivalente à necessidade das empresas em disponibilizar home offices funcionais e seguros para manter suas operações funcionando.

Segundo, profissionais mais antigos e com grande resistência às soluções tecnológicas no trabalho foram obrigados a quebrar alguns paradigmas para manterem seus empregos. A pandemia proporcionou as circunstâncias e motivação necessárias para que estes trabalhadores pudessem encarar seus medos e enfim superar a tecnofobia.

E terceiro, líderes, supervisores e gestores se viram obrigados a aprender a liderar, supervisionar e gerir sem a necessidade da presença física. A partir daí as ferramentas de comunicação e gestão de tarefas e equipes online tornaram-se essenciais na vida destes profissionais, que vêm adaptando-se muito bem às novas práticas.

Os altos níveis satisfação com o home office são uma percepção mundial. Dados e pesquisas americanas e europeias apontam que o trabalho do futuro será realizado em um Escritório em Nuvem, dividindo o tempo entre as dependências da empresa, home office, espaços de co-working ou em qualquer outro lugar com acesso à Internet quando as cessarem as restrições de deslocamento e o isolamento obrigatório.

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